Seguro viagem: não viaje sem ele!

Olá viajantes! O assunto hoje aqui é o tal do Seguro Viagem. Eu já falei por alto sobre isso aqui e agora contarei com mais detalhes algumas situações que envolveram o uso do seguro em minhas viagens. Vou aproveitar e já deixar umas dicas bem legais para ajudar vocês a escolherem o seguro ideal na hora de viajar pra fora do Brasil.

Como escolher o seguro viagem?

Bom, eu sou bem exigente e sempre escolho ótimos seguros, com amplas coberturas e muitas vantagens em relação ao valor pago. Sempre considero o tipo de viagem, se vai ter esportes radicais, se tem alguém com mais idade no grupo. É bom lembrar também que doenças pré-existentes ou gravidez são fatores importantíssimos de serem analisados na cobertura do seu seguro.

As coberturas variam muito de seguro para seguro. É possível fazer um com uma cobertura de 10 mil dólares e outro com cobertura de 2 milhões. É exagero? Eu não acho… pense bem, nosso Real valendo menos de 1/3 do Dólar ou Euro, contas hospitalares na casa do milhão de reais não é coisa de outro mundo. Então sejam criteriosos!

Minha última experiência usando seguro viagem:

Em maio/17, eu viajei para Austrália com o marido e com minha mãe de 63 anos. Encontramos lá meu irmão e nossos primos, viagem de 30 dias ao todo. Minha mãe já saiu do Brasil com sinais de gripe, enfrentou voos super longos e mais um fuso de +13 horas, foi o necessário para ela chegar ao destino final bem abatida. Pousamos em Brisbane no comecinho do dia e ela foi só piorando. As primeiras horas na Austrália somadas ao cansaço e aos sintomas nos fizeram ir para o hospital antes que chegasse ao dia seguinte; eram 11 horas da noite quando decidimos que iríamos logo ao médico pois ela sentia muito cansaço, peito cheio, dores de ouvido e cabeça e uma respiração muito pesada. Pensei em pneumonia e não quis arriscar. Na recepção do nosso apart hotel eu me informei sobre o melhor hospital da região e lá fomos nós. Em 5 minutos chamei o Uber e com mais uns 15 minutos já estávamos fazendo a ficha da minha mãe na recepção do hospital. Em princípio eu pensei que fosse um hospital particular, mas depois vi que era público. O atendimento foi sensacional, pegaram nossos dados do Brasil, passaporte e mais a apólice do seguro. Com mais ou menos 1 hora de atendimento ela passou por uns 3 profissionais, uma espécie de triagem, depois enfermeiros, depois médico e depois assistente do médico. Ela tomou remédios e fez raio-x da face e do tórax. Umas 3 horas depois nós já estávamos saindo de lá com exames feitos, remédios prescritos, mamãe medicada e a certeza que não era nada grave e ela poderia relaxar para começar a curtir a viagem.

A conta do hospital ficou em 680 doláres australianos mas nós não pagamos nada lá na hora. Eles não aceitaram o pagamento pois havia um “caminho” a percorrer… a fatura iria primeiramente para um departamento do Estado, que cuida de recebimentos de estrangeiros no país (o hospital é público apenas aos residentes), e só depois seria enviada para nós. Então, uns 30 dias após o retorno da viagem é que recebemos a fatura por e-mail (e depois por correios). Fizemos o pagamento via cartão de crédito e depois eu entrei com pedido de reembolso junto a Zurich, que atualmente é a empresa que atende a World Nomads no Brasil. Uns 45 dias depois recebemos o valor em reais na conta bancária da minha mãe. A parte do reembolso foi meio desgastante, mas isso já foi coisa “brasileira”, aquele negócio de protocolo aqui e ali, e-mail que a gente manda e eles dizem que não recebem e com isso demorou um pouquinho, mas no fim deu tudo certo. Essa visita de umas 3 horas ao hospital teria custado mais de 2 mil reais e o seguro custou menos de R$300.

Nota: Eu não acionei o Seguro antes de seguir para o hospital, apenas escolhi o da minha preferência e fui. Segundo a Zurich, se eu tivesse entrado em contato antes de seguir para o hospital, eles teriam me indicado onde ir e teriam pago minhas despesas para que eu não precisasse desembolsar nada. Não sei se realmente teria sido desse jeito, mas deu tudo certo mesmo assim.

Quais serão minhas coberturas?

Vamos lá… gente, o seguro viagem cobre coisa demais! Heheh… é tanta coisa que a gente custa a acreditar. Espero nunca precisar usar cada uma delas, mas que é bom ter, ah isso é! Imagine que a gente pode mudar de planos a qualquer momento, ter uma viagem cancelada, malas extraviadas, um parente no Brasil precisar de nós, um furacão atingir a sua cidade no passeio, até mesmo sofrer um processo civil por algum acidente de trânsito ou se machucar sério e precisar de fisioterapia ou perder seus documentos e precisar de ajuda para voltar pra o Brasil. Tudo isso são situações cobertas pelos melhores seguros.

Vou listar algumas coberturas aqui: Retorno de menor de idade desacompanhado / Hospedagem para um acompanhante ou familiar em caso de você precisar ficar internado  / Despesas por permanência forçada no destino de viagem / Orientação em caso de perda de passaporte e documentos importantes / Garantia de viagem de regresso (caso haja algum transtorno maior e sua companhia aérea não consiga finalizar sua viagem / Assistência jurídica / Cancelamento de viagem / Interrupção de viagem / Seguro bagagem / Seguro por morte ou invalidez / Tratamentos odontológicos / Fisioterapia / Assistência farmacêutica / Regresso sanitário / Translado de corpo … entre outras coisas que custam uma pequena fortuna e são muito importantes.

Viram como as coberturas são amplas e muitas coisas a gente nem imagina que possa acontecer, mas se for o caso, estaremos tranquilamente assegurados 🙂

Minha segunda experiência com o Seguro Viagem:

Era setembro de 2015 e há 14 meses nós estávamos planejando nossa viagem em família para a Disney. Um verdadeiro sonho! Meses juntando grana, comprando as coisas aos poucos como eu dei a dica aqui, reuniões para falar da viagem, aquela empolgação de alguns que nunca tinham saído do país. Então chegou a hora de comprarmos o seguro viagem e rolou aquele papo “nossa, mas será que a gente precisa comprar um seguro assim, meio caro né?” Alguns disseram “nem sabia que precisava de seguro”… Mas não tem jeito, é um gasto necessário, uma coisa que você faz torcendo para não precisar. Então não abrimos mão, compramos o melhor! Nós éramos um grupo de 9 viajantes, idades de 12 a 62 anos.

Infelizmente, no quinto dia de viagem veio do Brasil a triste notícia de um mal súbito da mãe de uma das viajantes. Foi um susto enorme pra todo mundo e nessa hora a primeira coisa que passa pela cabeça de quem está sofrendo uma situação dessas é de querer ir embora logo, custe o que custar. E assim foi… passamos a noite no aeroporto tentando voos imediatos para o Brasil e quando o encontramos ele custou 5 mil reais para o casal (isso foi em 2015 hein!). Mas, não tínhamos tempo e compramos esse voo mesmo, ele chegaria dentro de 11 horas aqui, passaria apenas por Campinas-SP e o destino final seria Brasília. Eles voaram com a Azul e pagaram os bilhetes com cartão de crédito.

Em meio a tanta tristeza pelo ocorrido e ainda com o posterior falecimento do membro da nossa família… vocês podem imaginar? Não importa quantos planos você fez, quanto de dinheiro você poupou para a viagem, ela simplesmente acabou ali e custou muito dinheiro para acabar. Nesse caso, graças ao seguro, tudo foi 100% reembolsado. A “interrupção de viagem por motivo de doença” foi a cobertura fornecida pelo seguro. Logo que chegamos de volta ao Brasil eu o acionei, apresentei certidão de nascimento e óbito da mãe da viajante, documentos dos viajantes e provas que eles já tinham passagens emitidas para a data original de retorno, além da prova da compra de uma nova passagem emergencial. Tudo isso levou menos de 10 dias e graças ao seguro, apesar da tristeza e da dor de perder alguém amado quando você está do outro lado do mundo, a parte financeira não foi um tormento.

Sou obrigada a fazer um seguro viagem?

Depende do destino. Se for um dos 25 países europeus que fazem parte do Acordo de Schengen, sim. Você é obrigado a fazer um seguro de no mínimo 30 mil euros de cobertura. Fora esses, para a Venezuela e Cuba também, e se for a estudo para a Austrália, também.

Minha primeira experiência com seguro viagem:

Vejam o que me aconteceu no México, eu até já contei dessa super viagem aqui nesse post. A gente viajou para casa de amigos, para um país que não nos obriga a ter seguro viagem e ainda, em tese, tem a moeda mais “barata” que a nossa, o que não assusta tanto na hora das conversões financeiras. Então a gente tinha tudo para não fazer um seguro viagem, mas a gente nunca abriu mão da segurança e mesmo assim fizemos um.

Nós chegamos na Cidade do México e já no dia seguinte voamos com os amigos para Cancún, no terceiro dia lá eu comi algo no café da manhã que não me fez bem e o dia seguinte eu passei “de cama”, literalmente não pus o nariz pra fora do quarto. A todo momento eu achava que estava melhorando, pensava que jajá ia ficar boa de novo mas de repente piorava tudo outra vez. Nesse vai e vem passaram 3 dias, perdi passeios que já estavam pagos e fiquei praticamente sem conseguir sair da pousada. Então chegou a hora de voltar pra Cidade do México e graças a Deus eu consegui a dignidade de passar 2 horas ilesa dentro do voo da volta, eu estava com muito medo de passar mal dentro do avião! Mas chegando lá, puf, piorei tudo de novo. Passei a noite em claro e no dia seguinte amanheci no hospital. Minha amiga, que tinha voltado de Cancún antes de mim, viu meu estado e fez questão de me levar ao médico. Foi bom porque eu não manjo quase nada de Espanhol e seria muito ruim me explicar lá. Ela já chegou falando que eu estava “débil” do estômago (esse espanhol… hahaha), contou dos últimos dias, o que comi e etc. Fui medicada, fiz alguns exames para detectar possíveis bactérias, e etc. Passei o dia internada, muito soro e nada mais grave do que uma infecção gastro-intestinal que demorou umas 3 semanas pra sarar de vez. Resultado: 1000 dólares americanos a conta do hospital + 184 dólares a conta da farmácia.

Viram como não tem jeito da gente saber quando é que a coisa vai ficar complicada?! Imprevistos acontecem e pagar por eles em moeda estrangeira sempre vai te custar muito dinheiro!

E sobre os seguros dos cartões de crédito?

Alguns cartões de crédito, geralmente do Platinum para cima, oferecem seguro de viagem ao titular e seus familiares diretos desde que a passagem aérea tenha sido paga com o cartão. Cada cartão funciona de um jeito, mas normalmente as coberturas são baixas, não há tantas assistências (como as que eu citei acima) e o pior é que você tem que pagar 100% para depois pleitear o reembolso, passando por aquelas intermináveis burocracias com as administradoras de cartão. Numa hipótese de você passar por uma cirurgia emergencial, pagando em dólar ou em euro, facilmente se chega aos 100 mil reais. Acho muito arriscada essa opção e prefiro sair do Brasil com um bom seguro contratado. No fim das contas, eu não recomendo os seguros dos cartões de crédito e já li experiências bem estressantes com viajantes que precisaram dele.

Considerações Finais

Então pessoal, muita coisa já me aconteceu. Dividi aqui com vocês minhas experiências em diferentes países e situações, praticamente em 2 anos usei o seguro 3 vezes. Felizmente em todas essas ocasiões eu estava bem amparada e bem informada. Além de fazer um bom seguro é também importante que vocês leiam as coberturas, leiam as entrelinhas, pesquisem, comparem e façam um seguro completo e adequado para seu perfil de viagem.

Atualmente eu tenho considerado e indicado a Tokio Marine. Ela não é brasileira, não tem atendimento em português mas é confiável e tem excelentes coberturas, na casa do 1 e 2 milhões de dólares. O valor final do seguro tem ficado muito bom. Em setembro/17 um cliente JuTours pagou 130 dólares, cobertura de US$1 milhão, 15 dias de viagem, família de 3 pessoas, indo para os EUA.

Se você optar por fazer um seguro nacional, contará com atendimento em português, mas os valores são mais altos e as coberturas mais baixas. Uma pesquisada rápida no Reclame Aqui te dará a noção das maiores reclamações que os segurados no Brasil enfrentam na hora de utilizarem seus seguros. As seguradoras nacionais mais conhecidas são: Assist Card, Mondial Travel, Porto Seguro, GTA entre outras.

E você? Tem alguma experiência para dividir com a gente? Tem alguma dúvida sobre Seguro Viagem? Deixe seu comentário, ficarei feliz em respondê-lo. Beijos e até breve!

 

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6 Replies to “Seguro viagem: não viaje sem ele!”

  1. Muito esclarecedor o artigo, Juliana.
    Parabéns!. Eu como corretor de seguros comercializo e indico a meus clientes o produto da Porto Seguro Viagem, alguns já utilizaram em situações como essas descritas por você e também foram muito bem atendidos.
    Abraços!

    1. Ando ouvindo falar cada vez melhor da Porto Seguro Viagem, quero fazer uma cotação agora em abril para a viagem da minha mãe pra Austrália. Obrigada pelo comentário, Omar. Volte sempre aqui. Beijos!

  2. Amei as dicas Ju! Confesso que sou meio “desligada” e sempre usei o seguro do cartão. Começarei a ficar mais atenta.
    Minha mãe está vindo pra cá, vou dar uma olhada na Tokio Marine. Ano passado ela fez pela Porto Seguro e a cobertura e preços foram ótimos e ela também não precisaria pagar nada, o seguro pagaria direto.
    Vamos ver este ano. Quando fechar te aviso e você já fica no radar também. Ótimo post!

    1. Legal Má, eu acho que dos seguros brasileiros, a Porto Seguro está entre uma das melhores. Eu que sou exagerada nas coberturas e prefiro aquelas da casa do “milhão”… A Tokio Marine fica mais cara para as nossas mães por causa da idade, ja dei uma olhada pra Austrália agora em abril pra minha mãe e ficou meio carinho :/

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